Conheça a Shantala: Massagem para Bebês

O que é Shantala?

SHANTALA é uma massagem para bebês proveniente da Índia que foi trazida para o ocidente no início dos anos 70 por Frederick Leboyer, renomado obstetra francês, precursor do parto natural. Em uma viagem à Índia, quando visitava uma casa de caridade em Calcutá, Leboyer encontrou uma mulher, de nome Shantala, massageando seu bebê. Percebeu que muitos benefícios esta massagem poderia trazer na relação entre mamães / papais e bebês, incorporando-a com o nome de Shantala, ao seu trabalho e iniciando sua divulgação no Ocidente.

Durante a gestação, o bebê fica envolto pelo carinho dos líquidos e do útero, quente e acolhedor, recebendo constantemente um tipo de massagem. Após o nascimento, no considerado quarto trimestre o bebê ainda está em fase de adaptação ao mundo externo e observa-se uma grande necessidade de toque e acolhimento (segurança) para estarem tranquilos e receberem as novas informações que os rodeiam. No o primeiro mês de vida o simples fato de acolher o bebê, com o auxílio da temperatura do corpo da mãe e do pai, relembrá-lo da posição fetal ou aconchegá-lo num pano bem quentinho, amamentar já faz o papel da massagem nesse primeiro momento.

É de extrema importância lembrar que o melhor toque, o melhor carinho, é o olhar dos pais e o colo, a música da voz dessas duas pessoas que dão o apoio completo ao bebê. O toque é o sentido que rege o coração, ou melhor dizendo, o centro energético do coração (conhecido com chakra). De acordo com Richard Gerber este centro energético está relacionado com a nossa capacidade de expressar o amor, seja pelos outros, ou por si mesmo. Isso reafirma a importância do carinho, da relação de toque entre mães e bebês já que neste momento fisiologicamente, emocionalmente… tudo está direcionado e valorizado no sentido do amor e da troca.

O toque em si mesmo, possui um imenso valor e transmite uma mensagem imediata de carinho, aceitação e apoio.

Mario-Paul Cassar

Michel Odent, respeitado obstetra francês, em sua pesquisa sobre um hormônio chamado ocitocina percebeu que nesses momentos de troca de muito amor (amamentação, olhar de pais e bebês, relação sexual, toque de carinho, trabalho de parto) havia uma maior liberação de tal substância. Daí nomeou a ocitocina como o Hormônio do Amor:

As várias formas de amar são, na verdade, integradas, já que os mesmos hormônios estão envolvidos e os mesmos padrões de comportamento ocorrem durante a relação sexual, parto e amamentação.

Michel Odent

Como e Quando Iniciar a Massagem com o Seu Bebê

A partir dos 40 dias de vida o bebê está pronto para receber a técnica da Shantala com os movimentos específicos para cada parte do corpo. Um ponto importante é considerar que esta é uma técnica a mais, no entanto a intuição dos pais e a individualidade do bebê estão em primeiro lugar. Isso é exposto pois nem todos os bebês têm 100% de aceitação do toque feito dentro da técnica, e na verdade todo tipo de massagem tem que ser adaptada para cada indivíduo. Por exemplo: a massagem pode iniciar-se pelo peito do bebê, no entanto muitas crianças preferem ficar de bruços e se sentem e demonstram-se mais seguras assim. Neste caso por que não iniciar pelas costas, se isto pode dar mais segurança ao bebê e auxiliá-lo a se abrir para o toque com a barriga pra cima. E por que não fazer a massagem só nas costas, ou só nas pernas? O importante é trocar… tocar… ou seja, nem todo bebê gosta ou vai gostar da Shantala em si, o mais precioso é valorizar a forma como ele melhor aceita, como ele melhor recebe o toque.

Além de ser uma prática que traz este conforto e acolhimento de mãe para filho e de ser uma forma de manifestação de amor materno, a Shantala é indicada para cólicas, insônia e agitação, pois equilibra as funções do organismo integralmente.

Já as contra indicações são: em casos de doenças agudas como febre, diarreia, resfriados, doenças de pele, após a mamada (como já foi citado).

Há muito mais coisas que são importantes para se considerar quando se aplica a shantala, como por exemplo: cuidados com o ambiente, intensidade do toque, tipos de óleos utilizados, como fazer o banho após a massagem e a própria forma de execução das manobras.

A melhor forma de aprendizado é a experiência prática e vivencial.

 

 

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